06 agosto, 2008

ABORTO, EUTANÁSIA. PRÓS, CONTRAS.

Achei muito interessante esse trabalho. O achei no computador da faculdade e o título me chamou a atenção. Vale a pena dar uma lida! É uma discussão sem fim em ambos os assuntos. Sou contra o aborto e a eutanásia, não por ser católica. A religião não interfere em nada pois tb sou contra a HOMOFOBIA. Cada um segue o caminho que quiser, mas no caso da criança, ela não pediu p/ nascer e nem p/ morrer. E no caso da eutanásia, só sou a favor se a pessoa pedir ou deixar um documento "em caso de PT [perda total], prefiro morrer do que sofrer", enfim... do contrário, lutar pela vida, SEMPRE!

Título do Trabalho: "Quando o aborto pode ser necessário e útil".

Em primeiro lugar, importa esclarecer, este texto não tem o objetivo de incentivar a prática de qualquer ato que implique numa infração penal, mas tão-somente demonstrar que, em determinadas situações, abortar pode ser necessário e útil.

Reproduzo aqui um texto que escrevi no meu blog e publiquei no site Mídia independente há um certo tempo:

"Inevitavelmente, quando o assunto é aborto, ciência e religião, cada qual com seus argumentos, se chocam e se interpenetram. O tema é tido como dos mais complexos, e, por vezes, tem-se a impressão de que nunca se chegará a um entendimento comum.
Os mais conservadores costumam afirmar que o aborto é um assassinato, porque ao abortar, quem o comete, está, deliberadamente, matando um ser humano inocente. Os mais liberais rechaçam esse argumento, pois tendem a negar que um feto humano seja, de fato, um ser humano.
Em regra, aqueles que são contra a prática do aborto pensam que não se deve cometer um 'crime contra vida', já que é errado matar um ser humano inocente. Há também declarações que chegam a sustentar que quem comete aborto o faz simplesmente por uma questão de 'luxo'.
Os mais liberais, ao contrário, asseguram que abortar não implica em crime algum contra a vida e que muito menos se aborta por 'luxo'. Em regra, seus argumentos priorizam a liberdade e a situação financeira dos que abortam.
A Igreja Católica, em particular, tem papel fundamental, vezes até determinante em relação ao aborto. Repelem integralmente qualquer opinião ou conceito favorável ao aborto. Isto não quer dizer que todos os conservadores são religiosos, mas geralmente os são.
Quanto aos mais liberais, estes quase sempre se abastecem de argumentos científicos para fundamentar suas atitudes pró-aborto. Por vezes levam em consideração somente a situação econômica dos que cometem (ou pretendem) o aborto.
São pontos de vista, argumentos, crenças e razões distintas e diversas".

A verdade sobre as células-tronco embrionárias


O Procurador-Geral da República ingressou com ação direta de inconstitucionalidade contra a lei que aprovou a manipulação de embriões humanos vivos para investigação científica.
Os dois signatários deste artigo estão convencidos de que a ação, juridicamente, é irrepreensível e, cientificamente, se acolhida, uma enorme contribuição à comunidade científica.
Do ponto de vista jurídico, dúvida não existe. Declara a Constituição (art. 5º), que o direito à vida é inviolável; o Tratado Internacional sobre direitos fundamentais de São José, determina que a vida começa na concepção e que a pena de morte é condenável tanto para o nascituro como para o nascido (art. 4); e o Código Civil impõe que todos os direitos do nascituro são garantidos desde a concepção (art. 2º). Seria, pois, ridículo se todos os direitos lhe estivessem garantidos menos o direito à vida. A vida começa, portanto, na concepção, não se justificando que seres humanos sejam, como nos campos de concentração de Hitler, também no Brasil objeto de manipulação embrionária. A lei é, manifestamente inconstitucional, do ponto de vista jurídico.

Do ponto de vista científico, a lei não merece melhor sorte, como passamos a expor.

1) No caso da utilização das células de embriões congelados há mais de 3 anos, trata-se de um transplante heterólogo, com grande possibilidade de rejeição, visto que à medida que essas células se diferenciam para substituir as lesadas num tecido degenerado, elas começam a expressar as proteínas responsáveis pela rejeição (Jonathan Knight).

2) Allegrucci e colegas afirmam que as células-tronco de embriões congelados estão longe de ser "a mais perfeita fonte de células para terapias", pois originam teratomas (tumores de caráter embrionário).

3) Além disso, ocorrem metilações no DNA dos embriões congelados, que não são passíveis de identificação, aumentando o risco de silenciarem genes e portanto não servem para a pesquisa.

4) Há total descontrole das células embrionárias, surgindo diferenciações em tecidos distintos nas placas de cultura, com o que se poderia estar renovando as experiências atribuídas a Frankstein.

5) Cada blastocito fornece entre 100 e 154 células-tronco embrionárias. Assim, é preciso saber quantos embriões humanos frescos deveriam ser sacrificados, em tal terapia. Por exemplo, na terapia com autotransplante de células-tronco adultas provenientes da medula óssea, é necessário um total de 40 milhões de células-tronco, vale dizer, haveria a necessidade de 300.000 a 400.000 embriões, pois não se pode expandir o número dessas células em placas, por motivo de contaminação.

7) Andrews e Thomson, em 2003, referem que as células-tronco humanas em cultura apresentam anormalidades cromossômicas à medida que se diferenciam, com risco de se malignizarem.

8) Quanto à clonagem terapêutica, não se conseguiu até agora clonar um primata. Ao se tentar, obtém-se meia dúzia de células aneuploides (células cujos núcleos contém um número diferente de cromossomos, no caso humano diferente de 46).

9) Feeder layers são camadas de tecidos retiradas dos fetos vivos de qualquer estágio, vendidas em dólares nos Estados Unidos, as quais estão sendo utilizadas para garantir a qualidade do cultivo das células-tronco embrionárias.

10) Joel R. Chamberlain e colegas, publicaram na Science 2004, estudo mostrando que há doenças genéticas que podem ser tratadas, mas com células tronco adultas, modificadas geneticamente, como na Osteogenesis Imperfecta, a qual origina desordens ósseas no esqueleto. Os resultados demonstrados foram um sucesso.

11) "Célula adulta age como embrionária" de acordo com o cientista Rudolf Jaenisch (USA). O segredo está guardado em uma "chave" molecular: o gene Oct-4. A molécula trabalha no estágio inicial do embrião, "segurando" as células para não se diferenciarem antes da hora. No tempo adequado, o gene se desliga e as células formam, então, os tecidos certos. Com o controle do gene, é possível fazer com que certas células-tronco adultas sejam mantidas neste estágio sem diferenciação, o que pode expandir seu campo de atuação na pesquisa de novos tratamentos.(cf. Revista Cell, acessível em www.cell.com).

Vemos alternativas para estudar a cura das doenças: cresce o número de trabalhos nos quais se verifica, com sucesso, a recuperação de tecidos ou órgãos lesados, utilizando as células-tronco adultas. Um exemplo é o trabalho de Nadia Rosenthal, publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), sobre o sucesso em usá-las para recuperar tecidos musculares. Devemos lembrar, também, do sucesso do pioneirismo brasileiro (desde 2001) nas aplicações de células tronco adultas em seres humanos, no tratamento das cardiopatias (Piñero Eça L., 2004) doenças auto imunes, lesão de medula espinhal, lesão de nervos periféricos, entre outras.

Como se percebe, em vez de o governo aplicar recursos na manipulação e eliminação de seres humanos, transformados em cobaias, como no nacional-socialismo alemão, poderia investir maciçamente na investigação das células-tronco do próprio paciente ou nas dos cordões umbilicais.

Cremos que, se o STF declarar a inconstitucionalidade da manipulação dos embriões humanos, voltará o governo seus olhos para aquelas experiências com células-tronco adultas, cujos resultados, no mundo inteiro, são cada vez mais auspiciosos.

Por Bruno Medina
Ives Gandra da Silva Martins - Co-Autor
Lilian Piñero Eça - Co-Autora


Publicado em jornal Folha de São Paulo - 08/06/2005


EUTANÁSIA


A palavra grega "eutanásia" literalmente significa "morte bonita" ou "morte feliz". E quem é que poderia ser contra o desejo de morrer bem e feliz?

O Dr. J. C. Willke, em seu livro Assisted Suicide & Euthanasia, diz: "As palavras são importantes. É comum, quando abordam esse assunto, as pessoas procurarem o significado da palavra eutanásia e saber que sua tradução é 'boa morte'. Mas precisamos ignorar e rejeitar essa tradução, pois não tem nada a ver com o que está acontecendo em nossos dias. A eutanásia hoje ocorre quando o médico mata o paciente".[1]

No uso moderno, eutanásia quer dizer causar diretamente uma morte sem dor a fim de acabar com o sofrimento de vitimas de doenças incuráveis ou desgastantes. Em outras palavras, é matar sob a alegação de um sentimento de compaixão. A eutanásia, como o aborto legal, é um método em que matar representa uma solução.

O que não é eutanásia?

Permitir que uma pessoa morra quando o curso da doença é irreversível e a morte é obviamente iminente por questão de horas ou dias não é eutanásia. Os pacientes têm a liberdade de recusar tratamentos médicos que não lhes trarão cura nem alívio para o sofrimento. Quando o doente não está em condições de falar por si mesmo, a família tem o direito de recusar tratamentos caros que não terão nenhum benefício para impedir o andamento da doença.

Quando um paciente está realmente morrendo, os médicos podem e devem usar o bom senso para avaliar a situação. Se os tratamentos não estão trazendo nenhuma cura e só estão ajudando a adiar a morte inevitável, os médicos podem descontinuar os tratamentos para permitir que o doente tenha uma morte natural. Nenhuma dessas ações é eutanásia. Mas eles têm a responsabilidade de dar conforto para o paciente e permitir que ele tenha uma morte pacifica.

O que é eutanásia?

Eutanásia é a ação deliberada de causar ou apressar a morte do doente. Essa ação pode ocorrer das seguintes maneiras:

• Decisão médica de administrar uma injeção letal no doente, com ou sem consentimento.

• Decisão médica de não dar a assistência médica básica ou o tratamento médico padrão. Por exemplo, não dar a uma criança deficiente a mesma assistência que é dada a uma criança normal.

• Decisão médica de dar ao doente uma droga ou outro meio que o ajude a cometer suicídio. Nessa situação específica, quem realiza o ato letal não é o médico, mas o próprio paciente. O médico apenas fornece os meios.

Há uma diferença
O ponto mais difícil nos debates sobre a eutanásia é que a grande maioria das pessoas não sabe a diferença entre assistência e tratamento. Como muitas vezes não se entende até onde a medicina deve intervir ou não na vida de um doente, é importante compreender a diferença entre assistência e tratamento.

Por Julio Severo

Um comentário:

  1. Oi amoor,
    mto interessanet mesmo esse trabalho...

    Te amo!
    Bjs!

    ResponderExcluir

Oieeee...
Neste blogspot o livre arbítrio está ativado, ok!?

Obrigada por seu comentário!
Irei retribuir o mais breve possível.