10 março, 2008

Cinco corpos são resgatados. Dois estão desaparecidos!


Vítimas identificadas:

Tainá, de 10 anos;
Rodrigo de Freitas Ferreira, de 22 anos.




Os corpos de cinco das sete pessoas que estavam desaparecidas desde a noite de ontem, foram encontrados esta manhã.

Na noite de domingo, o corpo de um senhor [cerca de 30 anos] havia sido localizado, estava preso sob um tronco, a 150 metros do local onde os turistas foram atingidos.

Um dos corpos foi localizado a cerca de quatro quilômetros do local onde a força da água arrastou as vítimas e duas pessoas continuam desaparecidas.

Os corpos estão sendo levados para o IML de Duque de Caxias. A orientação do Corpo de Bombeiros é para que as famílias sigam direto para lá para fazer a identificação.

Tromba d"água

O domingo de sol e muito calor terminou em tragédia na cachoeira do Rio Soberbo, em Guapirimim, quando uma tromba d"água caiu. Cerca de 30 pessoas aproveitavam o dia de lazer no bar do Rodrigo, próximo à cachoeira, que faz parte do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, quando foram surpreendidos pela chuva. Por volta de 11h30, o volume de água aumentou muito, afastando os visitantes.

“É muito raro ocorrer uma cabeça d"água às 13h. Normalmente, isso acontece depois das 15h”, disse Alexandre Silva, da agente da Defesa Civil de Guapimirim. Segundo testemunhas, o nível da água subiu cerca de dois metros. A técnica de radiologia Taina Valflor, 22 anos, e oito amigos, todos de Madureira, passeavam pelo local. "Quando chegamos chovia um pouco e um grupo que saía avisou para não descer à cachoeira porque estava descendo muita água. Ficamos no carro e quando o sol abriu, descemos.
Cerca de 40 minutos depois ouvimos um barulho. A água ficou barrenta e subiu da altura da minha coxa para o pescoço. Só deu tempo de agarrar meu enteado Lucas, 9 anos, e sair da água”
, disse. Ela procurou pelos amigos Juliana, 24 anos, Rodrigo, 21 anos, e Agamenon, mas não os encontrou.

Maiara Farias, 15 anos, também estava com o grupo e foi resgatada por um amigo. “Estava na parte mais funda, numa pedra e seria carregada pela água quando um amigo me pegou pela cintura e me resgatou”.

Rosalina Leal e o filho Rian Galvão Leal, 11 anos, foram resgatados por bombeiros que lançaram uma corda para retirá-los da água. A irmã de Rian, Tainá, de 10 anos, está entre os mortos. Rosalina e o marido foram levados ao hospital em estado de choque. A família é de Belém do Pará e se mudou recentemente para Itaboraí.

Ao todo são 22 homens envolvidos na operação de resgate. “O curso do rio vai até a Baía de Guanabara. Os banhistas estavam na base do Sobrado e fomos até onde havia acesso”, afirmou o tenente-coronel Valdenei Dias da Silva, coordenador do 2º Grupamento Florestal de Magé.

Sinalização poderia ajudar

O superintendente regional do Instituto Brasileiro de Recursos Renováveis e Meio Ambiente (Ibama), Rogério Rocco, disse neste domingo que o acidente foi uma fatalidade. “O Parque Nacional da Serra dos Órgãos é bem sinalizado. Vou apurar a freqüência de ocorrências do gênero para fazer as melhorias que forem necessárias”, disse.

Moradores da região e pessoas que participaram do socorro às vítimas, contudo, no entanto, discordam — ainda que o acidente, a princípio, não tenha acontecido dentro da área não cobrada do Parque da Serra dos Órgãos, que é bem sinalizada pelo Ibama.

O agente Alexandre Silva, da Defesa Civil de Guapimirim, fez um alerta e disse que a cachoeira que foi atingida pela cabeça d’água não tem sinalização alertando os banhistas — ao contrário do que acontece na área do Parque Nacional em que há cobrança de ingressos para os visitantes.

Segundo o comerciante Juscelinio da Silva Campos, 33 anos, que mora em Guapimirim, as cabeças d"água são muito freqüentes nessa época do ano. "E tem sinalização avisando os turistas. Só que as pessoas desconhecem o perigo e acabam se acidentando nessas horas", disse Juscelinio.

O comerciante Wesdrei Ramos, 30 anos, disse que chegou a avisar os visitantes sobre o barulho. “A última cabeça d"água forte assim foi em 1983, quando 20 pessoas morreram”, lembrou o comerciante.

O hábito de se banhar em rios e cachoeiras é uma alternativa freqüente na Baixada Fluminense, cujos moradores precisam enfrentar duas a três horas de ônibus para chegar às praias do Rio. Uma das áreas que ficam mais lotadas de turistas é a da Reserva do Tinguá, onde há infra-estrutura própria.


Retirado de ODIA Online

2 comentários:

  1. Oi amor,
    mto triste isso...

    E, mesmo as pessoas avisam do perigo, as pessoas se arriscam, infelizmente.

    Que não haja imprudência da próxima vez.

    Te amo!
    Bjs!

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  2. Tragédias acontecem, cuidado e bom senso é bom. Mas não devemos deixar de nos divertir na natureza, e mesmo se arriscar um pouco porque isto é do ser humano.
    Me preocupa que hoje existe muito patrulhamento na maneira das pessoas se portarem, principalmente como se divertem.
    Na realidade à cada medida, lei ou norma para "proteger" a coletividade um pouco de nossa liberdade nos é tirada.
    Do que estou falando?
    Logo vai aparecer alguém querendo proibir banho de cachoeira em algum lugar do Brasil!

    Meus sentimentos aos parentes das vítimas.

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Oieeee...
Neste blogspot o livre arbítrio está ativado, ok!?

Obrigada por seu comentário!
Irei retribuir o mais breve possível.