17 julho, 2007

Ídola Laís Souza - Ginástica Olímpica




Nome: Laís da Silva Souza
Nascimento: 13/12/1988
Local: Ribeirão Preto-SP
Maiores conquistas: Um ouro, duas pratas e um bronze em etapas da Copa do Mundo; bronze no Pan-2003 e 2007 com a seleção brasileira
Especialidade: salto sobre o cavalo, individual geral
Status: Titular da seleção

Exercícios fáceis, repetição exaustiva, afastamento de competições. O que parece uma rotina enfadonha e pouco útil para as jovens ginastas brasileiras é, na realidade, a maior receita para o sucesso futuro da ginástica nacional.

Essa é a filosofia dos treinadores ucranianos Oleg Ostapenko, Irina Ilyaschenko e Nadia Ostapenko, que além de se ocuparem de Daiane dos Santos e das outras titulares da seleção, lapidam a nova "safra" nacional. "Eles são menos imediatistas do que a gente. São mais preocupados com a postura, com a correção dos movimentos. É uma outra filosofia", afirma Eliane Martins, supervisora da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica).

"Os brasileiros ensinam tudo muito rápido, querem que a ginasta chegue ao topo o mais cedo possível. O que acaba acontecendo é que a ginasta carrega vários pequenos defeitos. E muitas vezes não consegue chegar em sua maturidade com condição física boa", diz a ucraniana, que cita o trabalho do colega Oleg Ostapenko com Daiane como exemplo. "A Daiane ficou dois anos aprendendo e até hoje o Oleg a corrige em pequenos elementos de preparação para as acrobacias".



Até mesmo ginastas praticamente formadas, como a Laís (já veterana de uma Olimpíada), foram "enquadradas" no esquema paciente dos técnicos da seleção. Apesar de já ter plena capacidade de executar tanto o duplo-twist carpado quando o duplo mortal estendido, exercícios que já constam nas séries de Daiane dos Santos, Laís apresenta em competições internacionais uma seqüência acrobática muito mais fraca, cuja nota de partida não é 10, o que compromete suas chances de medalha nas etapas da Copa do Mundo.

Por que isso acontece? "Pergunta para o Oleg", diz Laís, rindo. "Eu consigo fazer os saltos, mas se ele acha que não devo apresentar agora, ele está certo".

"O Oleg vai testando. A cada competição, ela apresenta uma série diferente. Ele vai juntando as informações, sentindo como ela se apresenta, vendo o que é mais seguro", diz Eliane Martins. "Até o Mundial, certamente conseguirá fazer com segurança uma série de maior dificuldade".

Já Irina apresenta ainda outro argumento para justificar a paciência. "A Laís realmente faz o duplo-twist com facilidade, mas se colocarmos na série dela, vai acabar errando em outro pedaço, ou em outro aparelho. É muita informação para a cabeça da ginasta".

Além do apego aos detalhes e a paciência na execução de exercícios e apresentação de séries, o método de trabalho dos ucranianos inclui ainda outra diferença em relação aos brasileiros: é preciso mostrar serviço nos treinos. "Não existe 'na hora, faz'. É o contrário, é justamente na hora da competição que aqueles defeitinhos aparecem", define Irina.

Esse aspecto da filosofia ucraniana é um dos pontos que gerou atrito entre Oleg Ostapenko e Daniele Hypólito. A ginasta, que se rebelou contra o técnico no início de abril, é conhecida por ser uma atleta "de competição", que consegue mostrar seu melhor quando motivada. O ucraniano discorda e, vendo displicência e índice de acerto baixo nos treinos, veta movimentos mais complexos e até tira as ginastas de competições.

Foi o que aconteceu antes da disputa da Copa do Mundo de São Paulo. Daniele participaria de três aparelhos, mas mostrando erros nos treinos, fez com que Oleg a escalasse para apenas um. Irritada, a ginasta abandonou a seleção e Curitiba, passando a treinar no Flamengo. Agora, após pedir desculpas públicas, Daniele deve voltar à equipe permanente brasileira.



A nova geração de ginastas, preparadas por Irina para esse Pan-Americano de 2007 no Rio, é mais promissora do que a "safra" que tem em Daiane dos Santos e Daniele Hypólito as principais representantes, as responsáveis também pelos principais resultados da história da modalidade no país. É o que garantem tanto Irina quanto Eliane.

"O grupo que está vindo é muito melhor do que o de Daiane e de Daniele. A base delas é muito bem feita e também a preparação física evoluiu", diz Eliane. "Essas jovens chegaram mais preparadas e mais potentes do que as outras. A Laís de 12 anos dava sustos em todo mundo. Errava tanto no básico que sempre achávamos que ela iria se machucar", conta a ucraniana.

Para incentivar as novas ginastas, a cúpula da CBG escolheu três ginastas para receberem patrocínios individuais da Bombril, empresa que apóia a entidade. Laís Souza, 16, Jade Barbosa, 14, e Ana Cláudia Araújo, 13, foram consideradas as mais talentosas de suas idades e, por isso, além da ajuda de custo que todas as ginastas da seleção recebem, ganham ainda uma verba extra mensal.


Para o final de semana: Só tenho olhos para o Brasil! hehehehe!

"Pan, pan, pan, paaaan.. Pan, pan, pan, paaaan.." hsuahsuahsus

Um comentário:

  1. Essa é nossa Lais, mandou mto tb na ginástica né?
    Geração do Brasil ta melhorando, o mundo que nos aguarde...

    Beijos Amor!
    Te Amoooo!!!!

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Oieeee...
Neste blogspot o livre arbítrio está ativado, ok!?

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Irei retribuir o mais breve possível.